domingo, 8 de agosto de 2010

HOMENAGEM AO DIA DOS PAIS - Especialmente ANDRÉ(Bibi) E DIRCEU( Li) nossos cuidadores...

HOMENS QUE CUIDAM...
Eles são altos, fortes, másculos e muito sensíveis. Volta a fita: sensíveis? Isso mesmo! Depois da descoberta da doença de um ente querido, eles romperam a tradição de uma sociedade machista e demonstraram que homens podem cozinhar, levar os filhos na escola, limpar a casa e encher de mimos e apoio emocional às pessoas queridas à sua volta. Afinal, quem disse que os homens não sabem cuidar?
Em pesquisa realizada pelo Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 2002, foi constatado que os homens são melhores cuidadores que as mulheres. Segundo a pesquisadora responsável, Vera Lúcia Rezende, o maior equilíbrio emocional seria o fator que faria dos homens melhores cuidadores que as mulheres em situações de câncer e outras doenças graves. Enquanto 82% das mulheres cuidadoras apresentavam quadros de depressão, apenas 58% dos homens foram diagnosticados com o distúrbio.
Ela achou que o casamento tinha acabado quando o cabelo começou a cair e teve que retirar a mama. Foi então que falei pra ela que a separação jamais aconteceria, pois quando casei, casei de verdade e o interesse veio do coração”
O motivo para tamanho equilíbrio psíquico seria biológico: depois de um trauma psicológico, os homens produziriam serotonina (neurotransmissor cerebral associado ao humor) mais rapidamente que as mulheres, diminuindo as chances de aparecimento de um quadro ansioso ou depressivo. Os resultados dessa pesquisa são reveladores pois "ainda que não seja fator decisório, não há dúvidas de que o emocional da família e das pessoas à volta influenciam na forma que a paciente vê a sua situação e até no tratamento da doença", analisa a psico-oncologista Elisa Campos.
Uma prova de amor
O técnico de informática Hamilton de Souza Mello, de 45 anos, é prova viva de que dedicação ao outro não é tarefa exclusivamente feminina. Assim que soube que a esposa Maria Laura estava com câncer de mama, ele pediu dispensa do trabalho e assumiu os afazeres do lar.
"Desde então, não saí mais do lado da minha esposa. Brinco que a trato igual a um bebezinho: pego água antes que ela peça, a levo a todas as consultas, exames e sessões de quimioterapia, ajudo no banho e converso muito sobre sua situação", revela Hamilton, que até estendeu a bandeira branca dentro de casa. "Antigamente a gente brigava muito, afinal, todo casal briga. Mas tenho tentado diminuir as discussões para não estressá-la", garante o técnico de informática.
Quando a feminilidade de Maria Laura ficou abalada, Hamilton soube estender os cuidados e fornecer todo o apoio emocional que sua mulher necessitava. "Por ser muito vaidosa, ela achou que o casamento tinha acabado quando o cabelo começou a cair e teve que retirar a mama. Falei pra ela que a separação jamais aconteceria, pois quando casei, casei de verdade e o interesse veio do coração. Além disso, toda a situação é temporária. Seu cabelo voltará a crescer e seu seio será reconstruído", prevê.
Por isso, a recuperação da autoestima feminina é outro motivo que faz Elisa defender a participação masculina nos cuidados de pacientes com doenças como o câncer. "É comum a mulher se sentir ameaçada no relacionamento e em sua sexualidade quando descobre uma doença grave, sobretudo, o câncer de mama. Ver que o marido se importa com seu bem-estar faz com que retorne uma sensação de segurança e estabilidade que tranquiliza e ajuda na recuperação da paciente", explica a especialista.
Pai herói
Para a secretária Patrícia Gois, de 27 anos, o pai foi a grande fortaleza ao descobrir que seu filho sofria de uma doença rara e degenerativa. "Quando grávida, toda mãe sonha que seu filho chegue ao mundo saudável e perfeito. Quando descobri que meu bebezinho não estava bem, desabei e sem o apoio do pai da criança, fiquei sem chão", relembra Patrícia, que caiu em depressão.
"Estava perplexa diante daquilo tudo. Não entendia porque Deus tinha feito aquilo comigo. Não tinha forças para cuidar de mim e muito menos do bebê", conta a secretária. Foi então que Eduardo Gois, de 55 anos, assumiu a paternidade pela segunda vez. "Ele me dava banho, fazia a comida e ajudava nos cuidados com o bebê. Contratou uma enfermeira para meu filho e uma empregada para os cuidados domésticos", revela Patrícia.
Com a dedicação do pai e o apoio de um psicólogo, Patrícia conseguiu se recuperar. "Hoje imagino que haja um grande propósito para meu filho nascer assim. Agradeço a cada dia por ele estar vivo e digo que devemos viver cada dia como se fosse o último, apreciando cada momento como uma vitória", desabafa a secretária, que aproveita a oportunidade para os agradecimentos ao pai. "Sem a ajuda dele, eu certamente não teria saído daquela situação. Espero um dia conseguir retribuir toda essa dedicação", diz a secretária.
Para o gerente administrativo Carlos dos Santos Nascimento, de 48 anos, não foi a doença de algum parente que o levou a se tornar voluntário da Casa Ronald McDonald - uma instituição que cuida de crianças com câncer, no Rio de Janeiro.
"O que me motivou a ser voluntário foi a própria realidade do mundo. Vemos todo o dia o caos que é a nossa sociedade. Ricos estão cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres. As pessoas não têm condições de acesso aos serviços básicos como educação, segurança e saúde. Por isso decidi que era hora de dar um pouquinho de mim, a fim de ajudar a diminuir as desigualdades sociais e a miséria no mundo", relata Carlos, que dedica as suas tardes de domingo à interação com as crianças e adolescentes da casa.
Como representante dos homens, Carlos reconhece que na casa onde trabalha há cinco anos, a maioria dos voluntários é mulher. "Ocorre que nossa sociedade machista condicionou o homem a ver esse tipo de serviço como 'coisa de mulher'", analisa.
Mas ele prevê uma mudança. "A mentalidade do homem do século XXI não é a mesma. Eles estão procurando mais a prestação de serviço voluntário e a ajuda ao outro", garante. Até mesmo porque os ganhos de tanta dedicação são imensos. "A satisfação de poder contribuir com o meu 'copo de água' ao irmão necessitado é inigualável. Além disso, aprendemos muito com as pessoas que ajudamos, porque ao prestarmos a nossa solidariedade, estamos ajudando nós mesmos a sermos mais humanos", enumera o voluntário.
Os medos e as dificuldades
É claro que no meio de tanta dedicação surgem os medos e dificuldades. A pesquisa realizada pela Caism apontou que os cuidadores de pacientes graves costumam sofrer com problemas como agitação, insônia, irritação e perda de apetite. Com Eduardo não foi diferente. "Hoje, meu pai confessa que cuidar de um bebê e de mim com a idade dele, e sem ajuda da minha mãe, não foi fácil. Muitas vezes, ele pensou que não fossemos conseguir superar toda aquela situação", confessa Patrícia.
Para Carlos, difícil mesmo é ter que ajudar as mães dos pequenos com câncer. "Estar longe da família, abandonar o trabalho, o lar e a vida que estavam acostumadas para lidar exclusivamente com o problema da doença do filho ou parente não é fácil. Por isso, além do apoio das psicólogas, nós voluntários precisamos conversar muito com elas, ajudar na adaptação à nova casa e à nova vida", conta.
Mas otimista, Carlos constata: "Dificuldades sempre se apresentam devido a nossa inexperiência. Temos medo de não conseguir realizar o trabalho que nos propomos a fazer. Mas quando a vontade de ajudar é maior, superamos qualquer obstáculo. Só é preciso determinação e muito amor no coração".
Com todo esse amor que, mesmo tendo o salário reduzido e os adicionais retirados por ter pedido dispensa do trabalho, Hamilton afirma: "Cuidar da minha esposa não é nenhum sacrifício. Pelo contrário, é um prazer proporcionar alegria e minimizar o sofrimento de quem se ama".
Carlos deixa seu recado para os representantes do sexo masculino: "Os homens também são indispensáveis no cuidado com o outro, pois eles fazem o papel do irmão, do amigo, da parte masculina que as crianças e as mulheres precisam", finaliza.
Se você conhece algum caso parecido - de homens que também sabem cuidar - conte para a gente!
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Só a mamografia é capaz de detectar tumores menores que 1 cm, para os quais a chance de chega a 95%.

Disponivel em:http://www.bolsademulher.com/

5 comentários:

Mª do Rosario - Ro disse...

Lindo, lindo... Tenho um cuidador que poderia dar um lindo testemunho. Toda manhã nos piores dias da quimio, ganho café da manhã na cama. TODOS os dias na bandeja vem um copinho com uma florzinha e um bilhete: eu te amo muito! Tenho centenas deles guardados numa caixinha que pretendo fazer um quadro. Meu príncipe como brincamos, vale ouro!
Feliz dia dos maridos cuidadores/Pais visitantes deste blog!

Cristina disse...

É, esses cuidadores são o nosso apoio. Eu tenho um, meu marido, incansável, paciente e companheiro de todas as horas. Como a Rosário disse: vale ouro! Como hoje é dia dos pais, fica aqui o meu abraço para André e Dirceu, cuidadores dessas minhas amigas tão especiais e a todos os pais! Bjsssssssssssssss

Lilian disse...

Um abraço ao André- Dé ao Dirceu Dir, ao principe, a todos maridos, namorados, pais, amigos que não fogem a luta e que nos apoiam com tanto amor e carinho.

Eliane Furtado disse...

Tive um pai maravilhoso.E sou muito bem cuidada tb.

nanna galdino disse...

oi li,bacana esse recnhecimento...
bjão querida

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Obrigada por ler o blog, fico feliz que esteja aqui. Deus nos abençoe!!!!