terça-feira, 28 de junho de 2011

Gel anti-estrogénio reduz efeitos secundários no combate ao cancro da mama




Investigadores da Northwestern University, nos EUA, estão a conduzir um ensaio clínico para avaliar se a administração de tamoxifeno em forma de gel reduz os efeitos secundários em comparação com a administração oral. A nova abordagem está a ser testada em participantes recém-diagnosticados com a mais antiga forma não-invasiva de cancro da mama, avança o portal ISaúde.


Mulheres com carcinoma ductal in situ (DCIS) são geralmente aconselhadas a tomar tamoxifeno oral durante cinco anos quando a doença é sensível à hormona. Neste estudo, metade das mulheres recebeu o medicamento em gel e metade recebeu a versão oral.


O tamoxifeno, quando tomado como comprimido durante cinco anos, reduz o risco de recorrência de c?cancro no mesmo local em um terço e impede a ocorrência de metade de novos cancros da mama. A terapia, no entanto, tem um risco aumentado de coágulos de sangue, cancro uterino e ondas de calor. Como resultado, muitas mulheres desistem do tratamento.


"O gel é uma forma de minimizar a exposição ao resto do corpo e concentrar a droga na mama, onde ela é necessária. A entrega da droga através da pele da mama significa que haverá muito pouca droga que circula pela corrente sanguínea e do corpo. Isso deve reduzir a possibilidade de coágulos de sangue", diz a autora principal do estudo, Seema Khan.


A investigadora comparou a nova abordagem com a prática actual de fornecimento de estrogénio através de um adesivo de pele para evitar o risco de coágulos sanguíneos. E como os níveis circulantes da droga tópica são muito baixos, o gel deve causar bem menos efeitos secundários, tais como ondas de calor e aumento do risco de cancro uterino.


Outro problema com o tamoxifeno oral é que não ajuda todas as mulheres, porque precisa de ser activado no fígado por enzimas específicas e cerca de um terço das mulheres não possuem essas enzimas. "Estas mulheres não podem receber benefícios da pílula e o gel pode ser mais eficaz para elas porque a forma activa da droga tópica está a ser entregue directamente no tecido mamário", observa Khan.


Em função do aumento de triagem com as mamografias, os diagnósticos precoces do tipo de cancro da mama avaliado no estudo têm aumentado nos últimos anos. A maioria das mulheres com este tipo de cancro da mama é efectivamente tratada com cirurgia conservadora e radioterapia.

1 comentários:

Keila Rocha disse...

Amiga, muito interessante, tomara q venha logo a cura né? mas vou ti falar q os efeitos desse tamoxifeno estão me acabando, todos os efeitos colaterais e principalmente os raros estão todos comigo,rsrsrsrsrs...e ainda fico na dúvida sobre não ter feito a radio como falado aí na reportagem, dá uma insegurança tremenda...mas fazer o q né? Pra nós só nos resta rezar e ter muita fé!!!! bjoooooo

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